27/03/2009

Minha Casa, Minha Vida.

São Paulo tem 400 mil famílias cadastradas

A Secretaria Municipal de Habitação da capital já tem 400 mil famílias cadastradas pela Cohab (Companhia da Habitação) em programas de moradias de interesse social. A pasta afirma que o pacote da habitação do governo federal apresenta dificuldades para ser implantado na capital porque há escassez de áreas públicas e porque os terrenos privados são caros.

A pasta afirma que está analisando o plano e avaliando as consequências para o município. De acordo com a secretaria, o pacote delega à cidade a responsabilidade de doar terrenos e infraestrutura para a construção das moradias. No entanto, a pasta afirma que o cadastramento já está aberto e pode ser feito no site da Cohab.

Em São José dos Campos e em Ribeirão Preto, também é possível se cadastrar em programas habitacionais nas prefeituras.

Em Suzano, Ribeirão Pires, Jundiaí, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Mauá, não está definido como o cadastro será feito. As prefeituras aguardam as orientações do governo federal.

A Conan (confederação das associações de moradores) e a Central de Movimentos Populares também não sabem como farão o cadastro.


Marcela Fonseca
do Agora

Pacote Habitação do Lula

Confira o valor da casa por faixa de renda no pacote


A edição impressa desta sexta-feira (27) do Agora traz hoje um quadro com os valores máximos das casas que poderão ser compradas com o programa habitacional "Minha casa, minha vida", lançado anteontem pelo governo. As famílias que ganham de três a dez salários mínimos (R$ 1.395 a R$ 4.560) vão pagar as prestações no valor de 20% de sua renda, por até 30 anos.
Foi estimada a TR de 1% neste ano, segundo a previsão do vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, José Dutra Vieira Sobrinho.

O valor máximo do imóvel é de R$ 130 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. O financiamento poderá ser de 100% do valor do imóvel, já que o governo aumentou o subsídio para quem ganha até seis salários mínimos.

Quem ganha R$ 1.400 poderá comprar uma casa de até R$ 45.140, considerando o subsídio do governo. O valor financiado pelo mutuário será de apenas R$ 22.140.

Não pode participar do programa quem já tiver um financiamento do SFH (Sistema Financeiro da Habitação), que usa os recursos da caderneta de poupança. Além disso, o mutuário não poderá ter usado, desde maio de 2005, o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em outro financiamento ou ter um imóvel residencial no seu nome.

Outros bancos

Como parte da grana do pacote vem do FGTS (R$ 7,5 bilhões, dos R$ 34 bilhões), e o regulamento não restringe apenas a Caixa Econômica Federal como o único banco a participar, outros bancos poderão emprestar o dinheiro para o programa.

Hoje, Itaú, Nossa Caixa, Real e Santander podem operar com recursos do FGTS. O Banco do Brasil já tem autorização e pediu R$ 1 bilhão para iniciar o crédito. Segundo o banco, com o pacote, esse processo deverá acontecer em breve. "Até agora, as instituições não tinham estímulo para operar com o FGTS porque já estavam acostumadas aos recursos da poupança. Com o pacote, poderá haver mais interesse", comentou Celso Petrucci, diretor de economia do Secovi (sindicato da habitação).

Santander, Real e Nossa Caixa informaram que estão analisando se farão parte do pacote. O Itaú não se manifestou.

Juliana Colombo
do Agora